domingo, 19 de outubro de 2014

Coq au vin

Filme alemão sobre um "playboy" que no auge de uma vida de curtição (bebidas e mulheres) recebe na porta de sua casa a filha de nove anos que ele vai precisar cuidar por um período de alguns dias. A menina foi fruto de uma noite casual em uma viagem na qual o voo atrasou entre ele e sua melhor amiga. Nunca planejaram nada sobre namoro e casamento. Até que ela casa e depois de um bom tempo o marido descobre e não aceita. Daí o filme se desenrola de uma maneira leve e divertida. É uma comédia romântica em estilo alemão.

The Stoning of Soraya M. (O apedrejamento de Soraya M.)

Como o nome diz, o filme trata do apedrejamento de uma esposa iraniana em uma remota e pequena vila no alto de morro no deserto. O filme é bom e com ótima fotografia e roteiro para uma estória que para os padrões ocidentais é absurda. O apedrejamento é brutal, sem dúvida, mas é um processo dentro das leis e costumes e corrupções que existem em qualquer país ocidental.

domingo, 28 de setembro de 2014

W.E

Uma boa maneira de contar a história do Rei Eduardo VIII que abdicou do trono para casar com a americana casada, fato que mudou a história do UK no século XX. O roteiro utiliza uma visão atual de uma nova iorquina mal casada e obsecada pela história deles. Estória bem tramada e contada, com um fotografia excelente para o tema. A surpresa no final foi saber que foi dirigido por Madonna.

Ray

Biografia de músicos sempre rendem bons filmes. A interpretação de Jamie Foxx é sensacional. As duas linhas de tempo são muito bem montadas e não há exageros dramáticos na história. Apenas que ele parece ser perfeito demais exceto pela heroína.

A lonely place to die

Filme britânico e ser encenado nas highlands foram bons atrativos. O filme começa bem com suspenses de escaladas e relacionamentos entre 5 amigos escaladores em uma remota casinha na Escócia. Aí,  encontram uma menina presa em uma caixa subterrânea e vira um thriler onde a matança pelo seqüestradores e  e acontece a cada 10 minutos. Poderia ser bem melhor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

The Internship (Os estagiários)

Típica comédia adolescente americana com disputas de equipe e a superação de pessoas (os nerds/geeks membros da equipe). No lugar de uma high school, um estágio na sede do Google. Previsível e clichê. Esperava algo mais inovador envolvendo o nome Google.

sábado, 20 de setembro de 2014

Young Adults

Charlize Theron em uma solteira de Minneapolis, alcoolica, que não consegue o amor do passado em sua pequena cidade. Quando ela recebe o email do nascimento do filho do seu grande amor, volta a cidade tentando reconquista-lo, mas o seu desequilíbrio não vai ajudar.

To Rome with Love (Para Roma com Amor)

Woody Allen de volta ao seu estilo de comédia atrapalhada com um toque de modernidade. Divertido e um belo passeio em Roma. Não mais do que isso.

El secreto de sus ojos

Interessante filme argentino (oscar de filme estrangeiro) com boa fotografia, tomadas de câmera e roteiro que conta uma boa estória. O filme se passa principalmente no tribunal de justiça onde um estupro-assassinato passa a ser investigado. São duas linhas de tempo com Benjamin Esposito escrevendo um livro no tempo atual e lembrando da investigação. O segredo maior do filme não está em descobrir o assassino, que não deixa de ser interessante, mas o que decorre depois disso. SPOILER. A forma como ele confessa, sua liberdade, a cena do elevador e a surreal justiça pelas próprias mãos.

Playing for keeps (um bom partido)

Boba comédia romântica de um jogador de futebol aposentado alcoólatra que resolve treinar o time da escola de seu filho e passa a ser assediado pela mães maluquetes. O ponto chave é a sua ex-mulher prestes a se casar com um atual namorado, mas demostrando que a separação não foi por falta de amor.

domingo, 3 de agosto de 2014

Contágio

Elenco de estrelas para uma trama sobre um vírus misterioso e altamente contagioso. Começa bem empolgante, thriller, e promete. O elenco tem tanta gente que até alguns famosos morrem. O interessante (spoiler) é que se espera toda uma trama de multinacionais e interesses para ganhar dinheiro e colocar a população em segundo plano. Nesse ponto, acho que o filme se perde um pouco (ou fui eu que me perdi). O que eu gosto é que não há um grande herói/heroina. São normais, passionais, fazem o bem e cometem deslizes.

Big Sur

Jack Kerouac em primeira pessoa, brilhantemente interpretado por jean-marc barr. No litoral da California, já famoso pelo on the road, bebendo muito e isolado para escrever, mas com saudade da sua turma. E ele volta a Monterey e a São Francisco. E bebe dias seguidos. Encontra-se com Neal e Carolyn e depois com Billie. O filme transmite o clima que imaginamos nos livros, particularmente neste, Big Sur é uma tentativa de salvar Jack. Em vão. Nem Neal Cassady e suas mulheres tiram Jack da bebedeira.

Café (Café com amor)

Um filme no estilo cult dos anos 80/90. A história inicia no dia "hoje",, com tiros e volta uma semana antes, sempre no mesmo café, dia-a-dia, com dois funcionários, um dono misterioso, um cliente observador e escritor, e vários outros clientes que criam as demais situações. É um filme singelo sobre comportamentos, amores, encontros, dependência, poder e violência. A violência é singela ... é uma second life com avatares.

Bela fotografia e belos personagens.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

The Big Wedding

Comédia de casamento familiar (sim, já tem várias neste estilo) com um ótimo elenco. Diane Keaton, retorna a sua ex-casa, onde encontra o seu ex com sua atual em um momento picante. O filme é então as vésperas de um casamento onde os diversos problemas de três famílias (o noivo é adotado e convida sua verdadeira mãe) são divertidamente colocados.

American Hustler (Trapaça, assistido em 4/6/2014)

Uma estória de trapaceiros contada de uma forma legal, com ótimos atores, boa música. O roteiro começa no meio do filme, volta para explicar e contar sobre os personagens. O roteiro copia algo de thrillers e policiais no qual os personagens vão se revelando diferentes, hora como herois, hora como anti-herois. A sensualidade do decote de Amy Adams é presente.

Her (22/5/2014)

Escolhi este filme para ver Scarlet Johansson e ela não aparece no filme. Mas nunca esteve tão sensual e desejada na maravilhosa voz de Samantha, um sistema operacional inteligente e sentimental. Theodore, abandonado pela mulher, apaixona-se pelo sistema inteligente. Ficção, claro, que na minha visão mostra o mundo de sentimentos que criamos nas nossas mentes. Nossa realidade é uma pequena parte do que recebemos pelos nossos sentidos (no caso pela audição). O resto é imaginação. É amor sem sexo, mas que precisa dele mesmo que solitariamente fantasiado. Não achei o roteiro tão original, a ideia é velha e o final previsível. Quem merecia um prêmio é Scarlet que com sua voz conquista a todos.

domingo, 18 de maio de 2014

Extremely Loud & Incredibly Close (tão longe e tão perto)

Um filme com linguagem de livro. Narrado em primeira pessoa e contando as angustia do personagem principal, um pré-adolescente que perdeu o pai no atentado de 11 de setembro, conseguimos mergulhar no seu universo que é extremamente bem narrado fotográfica e cinematograficamente. O excelente diretor conseguir transpor a linguagem do livro (que eu não li) para um filme.

A estória é sobre existência... viver, ter medo, se relacionar, família e como lidar com tudo isso. O filme tem duas linhas de tempo, ambas centradas na primeira pessoa de Oskar, o angustiado e inteligente garoto. A linha mais atual, que é a principal do filme, já coloca o garoto cultuando os objetos do pai e a descoberta de uma chave que vai guiar a história do filme. Na linha anterior, mostra como ele idolatra o pai que o cria com o desafio de descobrir o sexto distrito de NY, talvez como forma de ajuda-lo a superar seus medos. Ainda nesta linha, a história segue quando ele chega em casa e escuta as mensagens do pai na secretária eletrônica quando ele estava no World Trade Center.

A estória (livro=filme) conta sobre um humano com suas angustias e sobre a construção dos relacionamentos entre as pessoas, pai, mãe, a avó, o descoberto avô, o casal Black que está em divorcio, e todos os outros que abraçam o garoto.

(spoiler) O filme não tem achados sobre o que se buscava no início, mas descobertas sobre o crescimento de pessoas e seus relacionamentos.

O diretor é o britanico Stephen Daldry de o Leitor, as Horas e Billy Elliot. Ótimos filmes.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Just a kiss

Assisti este filme imaginando que seria o homônimo de Ken Loach, mas era um filmeco moderninho de jovens paixões e sexo que se cruzam. O final chega a ser um pouco bizarro com a sadomasoquista (Marisa Tomei, excelente), um acidente aéreo e tentativa de suicídio e assassinatos indiretos.

The Burning Plain

Charlize Theron interpreta uma bela mulher sensual e angustiada. Ela é perseguida por um sujeito com fisionomia mexicana que apenas a observa. Em dois outros fios da estória, em momentos distintos, temos dois jovens que chegam num trailer incendiado e contam que o pai deles e sua amante morreram abraçados. Sabemos logo depois que a amante é a mãe de uma família de três filhos (uma menina, Mariana, Jennifer Lawrence) que traiu o pai. Esse fio volta um pouco mais para o passado quando o romance entre os dois começam. Por fim, dois amigos mexicanos e sua filha estão trabalhando no campo, usando um avião para pulverizar inseticida quando o avião cai e ele fica hospitalizado.

Começamos a imaginar que as estórias vão se cruzar. E Guillermo Arragia conta muito bem. Conseguimos montar o quebra-cabeça a medida que a estória avança sem armadilhas. É apenas uma maneira interessante de contar um estória sutil de dramas familiares e o efeito das ações do passado no futuro. A forma de contar estas dramas já não é tão inédito, mas o roteirista faz sem clichês e prende a atenção do espectador. As atrizes Charlize e Jennifer são ótimas. Gostei bastante do filme.

On the road

Quando se espera demais de um filme... Gosto do Walter Salles Jr. e li vários livros de Jack Kerouac desde a adolescência, junto com os outros livros da geração beat. Não sei como o filme impactou aqueles que não leram o livro, mas pela repercussão baixa, não foi muita coisa.

Bom, acho que falta ao filme o clima beatnik de maneira a permitir bebermos e amarmos junto com Sal. Ele parece distante, ele não é o narrador. Os atores não se parecem com o que imaginamos e vemos nas fotos. Eles também não se parecem com o descrito por Kerouac. Bill e Allen são os melhores, mas mesmo assim ficam coadjuvantes.

O underground foi pouco caracterizado. Esperava mais de NY e Frisco.

Não é ruim, mas eu queria mais.