segunda-feira, 22 de setembro de 2014
The Internship (Os estagiários)
Típica comédia adolescente americana com disputas de equipe e a superação de pessoas (os nerds/geeks membros da equipe). No lugar de uma high school, um estágio na sede do Google. Previsível e clichê. Esperava algo mais inovador envolvendo o nome Google.
sábado, 20 de setembro de 2014
Young Adults
Charlize Theron em uma solteira de Minneapolis, alcoolica, que não consegue o amor do passado em sua pequena cidade. Quando ela recebe o email do nascimento do filho do seu grande amor, volta a cidade tentando reconquista-lo, mas o seu desequilíbrio não vai ajudar.
To Rome with Love (Para Roma com Amor)
Woody Allen de volta ao seu estilo de comédia atrapalhada com um toque de modernidade. Divertido e um belo passeio em Roma. Não mais do que isso.
El secreto de sus ojos
Interessante filme argentino (oscar de filme estrangeiro) com boa fotografia, tomadas de câmera e roteiro que conta uma boa estória. O filme se passa principalmente no tribunal de justiça onde um estupro-assassinato passa a ser investigado. São duas linhas de tempo com Benjamin Esposito escrevendo um livro no tempo atual e lembrando da investigação. O segredo maior do filme não está em descobrir o assassino, que não deixa de ser interessante, mas o que decorre depois disso. SPOILER. A forma como ele confessa, sua liberdade, a cena do elevador e a surreal justiça pelas próprias mãos.
Playing for keeps (um bom partido)
Boba comédia romântica de um jogador de futebol aposentado alcoólatra que resolve treinar o time da escola de seu filho e passa a ser assediado pela mães maluquetes. O ponto chave é a sua ex-mulher prestes a se casar com um atual namorado, mas demostrando que a separação não foi por falta de amor.
domingo, 3 de agosto de 2014
Contágio
Elenco de estrelas para uma trama sobre um vírus misterioso e altamente contagioso. Começa bem empolgante, thriller, e promete. O elenco tem tanta gente que até alguns famosos morrem. O interessante (spoiler) é que se espera toda uma trama de multinacionais e interesses para ganhar dinheiro e colocar a população em segundo plano. Nesse ponto, acho que o filme se perde um pouco (ou fui eu que me perdi). O que eu gosto é que não há um grande herói/heroina. São normais, passionais, fazem o bem e cometem deslizes.
Big Sur
Jack Kerouac em primeira pessoa, brilhantemente interpretado por jean-marc barr. No litoral da California, já famoso pelo on the road, bebendo muito e isolado para escrever, mas com saudade da sua turma. E ele volta a Monterey e a São Francisco. E bebe dias seguidos. Encontra-se com Neal e Carolyn e depois com Billie. O filme transmite o clima que imaginamos nos livros, particularmente neste, Big Sur é uma tentativa de salvar Jack. Em vão. Nem Neal Cassady e suas mulheres tiram Jack da bebedeira.
Café (Café com amor)
Um filme no estilo cult dos anos 80/90. A história inicia no dia "hoje",, com tiros e volta uma semana antes, sempre no mesmo café, dia-a-dia, com dois funcionários, um dono misterioso, um cliente observador e escritor, e vários outros clientes que criam as demais situações. É um filme singelo sobre comportamentos, amores, encontros, dependência, poder e violência. A violência é singela ... é uma second life com avatares.
Bela fotografia e belos personagens.
Bela fotografia e belos personagens.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
The Big Wedding
Comédia de casamento familiar (sim, já tem várias neste estilo) com um ótimo elenco. Diane Keaton, retorna a sua ex-casa, onde encontra o seu ex com sua atual em um momento picante. O filme é então as vésperas de um casamento onde os diversos problemas de três famílias (o noivo é adotado e convida sua verdadeira mãe) são divertidamente colocados.
American Hustler (Trapaça, assistido em 4/6/2014)
Uma estória de trapaceiros contada de uma forma legal, com ótimos atores, boa música. O roteiro começa no meio do filme, volta para explicar e contar sobre os personagens. O roteiro copia algo de thrillers e policiais no qual os personagens vão se revelando diferentes, hora como herois, hora como anti-herois. A sensualidade do decote de Amy Adams é presente.
Her (22/5/2014)
Escolhi este filme para ver Scarlet Johansson e ela não aparece no filme. Mas nunca esteve tão sensual e desejada na maravilhosa voz de Samantha, um sistema operacional inteligente e sentimental. Theodore, abandonado pela mulher, apaixona-se pelo sistema inteligente. Ficção, claro, que na minha visão mostra o mundo de sentimentos que criamos nas nossas mentes. Nossa realidade é uma pequena parte do que recebemos pelos nossos sentidos (no caso pela audição). O resto é imaginação. É amor sem sexo, mas que precisa dele mesmo que solitariamente fantasiado. Não achei o roteiro tão original, a ideia é velha e o final previsível. Quem merecia um prêmio é Scarlet que com sua voz conquista a todos.
domingo, 18 de maio de 2014
Extremely Loud & Incredibly Close (tão longe e tão perto)
Um filme com linguagem de livro. Narrado em primeira pessoa e contando as angustia do personagem principal, um pré-adolescente que perdeu o pai no atentado de 11 de setembro, conseguimos mergulhar no seu universo que é extremamente bem narrado fotográfica e cinematograficamente. O excelente diretor conseguir transpor a linguagem do livro (que eu não li) para um filme.
A estória é sobre existência... viver, ter medo, se relacionar, família e como lidar com tudo isso. O filme tem duas linhas de tempo, ambas centradas na primeira pessoa de Oskar, o angustiado e inteligente garoto. A linha mais atual, que é a principal do filme, já coloca o garoto cultuando os objetos do pai e a descoberta de uma chave que vai guiar a história do filme. Na linha anterior, mostra como ele idolatra o pai que o cria com o desafio de descobrir o sexto distrito de NY, talvez como forma de ajuda-lo a superar seus medos. Ainda nesta linha, a história segue quando ele chega em casa e escuta as mensagens do pai na secretária eletrônica quando ele estava no World Trade Center.
A estória (livro=filme) conta sobre um humano com suas angustias e sobre a construção dos relacionamentos entre as pessoas, pai, mãe, a avó, o descoberto avô, o casal Black que está em divorcio, e todos os outros que abraçam o garoto.
(spoiler) O filme não tem achados sobre o que se buscava no início, mas descobertas sobre o crescimento de pessoas e seus relacionamentos.
O diretor é o britanico Stephen Daldry de o Leitor, as Horas e Billy Elliot. Ótimos filmes.
A estória é sobre existência... viver, ter medo, se relacionar, família e como lidar com tudo isso. O filme tem duas linhas de tempo, ambas centradas na primeira pessoa de Oskar, o angustiado e inteligente garoto. A linha mais atual, que é a principal do filme, já coloca o garoto cultuando os objetos do pai e a descoberta de uma chave que vai guiar a história do filme. Na linha anterior, mostra como ele idolatra o pai que o cria com o desafio de descobrir o sexto distrito de NY, talvez como forma de ajuda-lo a superar seus medos. Ainda nesta linha, a história segue quando ele chega em casa e escuta as mensagens do pai na secretária eletrônica quando ele estava no World Trade Center.
A estória (livro=filme) conta sobre um humano com suas angustias e sobre a construção dos relacionamentos entre as pessoas, pai, mãe, a avó, o descoberto avô, o casal Black que está em divorcio, e todos os outros que abraçam o garoto.
(spoiler) O filme não tem achados sobre o que se buscava no início, mas descobertas sobre o crescimento de pessoas e seus relacionamentos.
O diretor é o britanico Stephen Daldry de o Leitor, as Horas e Billy Elliot. Ótimos filmes.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Just a kiss
Assisti este filme imaginando que seria o homônimo de Ken Loach, mas era um filmeco moderninho de jovens paixões e sexo que se cruzam. O final chega a ser um pouco bizarro com a sadomasoquista (Marisa Tomei, excelente), um acidente aéreo e tentativa de suicídio e assassinatos indiretos.
The Burning Plain
Charlize Theron interpreta uma bela mulher sensual e angustiada. Ela é perseguida por um sujeito com fisionomia mexicana que apenas a observa. Em dois outros fios da estória, em momentos distintos, temos dois jovens que chegam num trailer incendiado e contam que o pai deles e sua amante morreram abraçados. Sabemos logo depois que a amante é a mãe de uma família de três filhos (uma menina, Mariana, Jennifer Lawrence) que traiu o pai. Esse fio volta um pouco mais para o passado quando o romance entre os dois começam. Por fim, dois amigos mexicanos e sua filha estão trabalhando no campo, usando um avião para pulverizar inseticida quando o avião cai e ele fica hospitalizado.
Começamos a imaginar que as estórias vão se cruzar. E Guillermo Arragia conta muito bem. Conseguimos montar o quebra-cabeça a medida que a estória avança sem armadilhas. É apenas uma maneira interessante de contar um estória sutil de dramas familiares e o efeito das ações do passado no futuro. A forma de contar estas dramas já não é tão inédito, mas o roteirista faz sem clichês e prende a atenção do espectador. As atrizes Charlize e Jennifer são ótimas. Gostei bastante do filme.
Começamos a imaginar que as estórias vão se cruzar. E Guillermo Arragia conta muito bem. Conseguimos montar o quebra-cabeça a medida que a estória avança sem armadilhas. É apenas uma maneira interessante de contar um estória sutil de dramas familiares e o efeito das ações do passado no futuro. A forma de contar estas dramas já não é tão inédito, mas o roteirista faz sem clichês e prende a atenção do espectador. As atrizes Charlize e Jennifer são ótimas. Gostei bastante do filme.
On the road
Quando se espera demais de um filme... Gosto do Walter Salles Jr. e li vários livros de Jack Kerouac desde a adolescência, junto com os outros livros da geração beat. Não sei como o filme impactou aqueles que não leram o livro, mas pela repercussão baixa, não foi muita coisa.
Bom, acho que falta ao filme o clima beatnik de maneira a permitir bebermos e amarmos junto com Sal. Ele parece distante, ele não é o narrador. Os atores não se parecem com o que imaginamos e vemos nas fotos. Eles também não se parecem com o descrito por Kerouac. Bill e Allen são os melhores, mas mesmo assim ficam coadjuvantes.
O underground foi pouco caracterizado. Esperava mais de NY e Frisco.
Não é ruim, mas eu queria mais.
Bom, acho que falta ao filme o clima beatnik de maneira a permitir bebermos e amarmos junto com Sal. Ele parece distante, ele não é o narrador. Os atores não se parecem com o que imaginamos e vemos nas fotos. Eles também não se parecem com o descrito por Kerouac. Bill e Allen são os melhores, mas mesmo assim ficam coadjuvantes.
O underground foi pouco caracterizado. Esperava mais de NY e Frisco.
Não é ruim, mas eu queria mais.
sábado, 26 de abril de 2014
Mrs Miracle (Milagre em New York)
Filme para uma sessão da tarde de véspera de Natal. Moça tem que cuidar de sobrinho que perdeu a mãe e o pai foi servir no exército. Numa manhã qualquer, ela não tem dinheiro para o café e é salva por um desconhecido que é filho do dono de uma loja de brinquedos de Natal. Ele é gerente e faz uma aposta em não vender o brinquedo preferido (um robô) e aposta nos tradicionais. A senhora milagre aparece do nada e se torna uma vendedora que vai resolver todos os pequenos probleminhas que o filme coloca e todos serão felizes para sempre. Para assistir com as crianças...
Django Unchained
É Quentin Tarantino... gosto de muitos dos seus filmes e da sua linguagem. Muda a estória, mas tem a sua marca na violência crua-fotográfica (com direito a HD slow motion) e no desejo de vingança.
Django não trouxe nada muito novo. O excelente Christopher Waltz e a sua ameaça aterrorizante nos relembra Inglorious Bastard desde o início. Talvez por ele ser muito teatral na fala e na ameaça, não sei bem. O cenário de Western no início, embora o foco deveria ser as fazendas de escravos, nos lembra True Grit com a caça em cavalos aos malfeitores. As cenas de violência não tem a esperteza sutil, mas apenas a habilidade dos velhos westerns, dos super-heróis da Marvel e do Tarantino.
O filme tem claramente duas partes, a busca pela recompensa (me lembrou True Grit) e a busca pela princesa (me lembrou Walt Disney) cujo fim explosivo na frente do castelo a cavalo me fez lembrar a Bela Adormecida.
O que mais vale no filme é Samuel Jackson. Simplemente sensacional. Sua personagem (que deve ser criação de Tarantino) é também muito boa. É ele quem manda na estória final e no filme.
Pena que os cineastas inovadores dos anos 00 começam a se repetir e a se referenciar (ou desomenagear).
Django não trouxe nada muito novo. O excelente Christopher Waltz e a sua ameaça aterrorizante nos relembra Inglorious Bastard desde o início. Talvez por ele ser muito teatral na fala e na ameaça, não sei bem. O cenário de Western no início, embora o foco deveria ser as fazendas de escravos, nos lembra True Grit com a caça em cavalos aos malfeitores. As cenas de violência não tem a esperteza sutil, mas apenas a habilidade dos velhos westerns, dos super-heróis da Marvel e do Tarantino.
O filme tem claramente duas partes, a busca pela recompensa (me lembrou True Grit) e a busca pela princesa (me lembrou Walt Disney) cujo fim explosivo na frente do castelo a cavalo me fez lembrar a Bela Adormecida.
O que mais vale no filme é Samuel Jackson. Simplemente sensacional. Sua personagem (que deve ser criação de Tarantino) é também muito boa. É ele quem manda na estória final e no filme.
Pena que os cineastas inovadores dos anos 00 começam a se repetir e a se referenciar (ou desomenagear).
domingo, 13 de abril de 2014
Life of PI (As aventuras de PI)
Cinema puro. Cinema fotográfico. A palavra cinema aqui não é apenas filme ou sala de exibição, mas à exploração da técnica para fazer a arte de contar uma estória com audio e vídeo. E este filme é sobre estórias: a que assistimos, a que o protagonista (PI) conta ao parceiro de cenas, a que ele anota no caderninho, e a que ele conta aos investigadores mexicanos. E Ang Lee conta isso com um domínio de técnicas e tecnologias para fazer isso de uma forma belíssima. E as estórias são um pouco de fábula sobre a vida e a sobrevivência.
Mas o filme não me empolgou. A estória em si não prende e não é nova. Um náufrago que perde a família e tem que sobreviver. A novidade é o tigre Richard Spark... que nem agradece.
Mas o filme não me empolgou. A estória em si não prende e não é nova. Um náufrago que perde a família e tem que sobreviver. A novidade é o tigre Richard Spark... que nem agradece.
Argo
Nos primeiros segundos, uma ótima aula de história. Nos primeiros 10 minutos o suspense da invasão da embaixada americana no Irã pelo povo, deixando os americanos reféns. Seis deles conseguem fugir para a embaixada do Canadá. 69 dias depois o filme vai para a casa do herói e em seguida para a CIA. Sua missão é resgatar os seis que estão na embaixada. O plano é que eles vão escolher um local de filmagem em Teerã. Já sabemos o fim, mas a forma como é contada, o excelente elenco e a ótima reconstituição de época fazem o filme merecer os prémios que recebeu. Ben Affleck é excelente ator e diretor, além do roteiro já premiado no início da carreira. O roteiro deste é muito bom, simple e linear, mas com o suspense necessário para um filme com história conhecida.
Foreverland (A vida é para viver)
Narrado na primeira pessoa de um personagem de 20 anos que já sabe que vai morrer (mas todos sabemos que vamos morrer, não?) cedo. Ela já escolheu um caixão caríssimo e o vendedor tenta convence-lo que ele deveria estar pensando em carros. Ele tem fibrose cística e precisa tomar medicamentos e fazer fisioterapia diariamente. O início do filme conta esta estória de forma cativante.
Daí, um companheiro de hospital de mesma idade morre. Ele recebe no testamento a missão de colocar a cinzar no Santuário del Sol, no Mexico. Ele vai nesta viagem com a irmã do amigo. Começam com um Mustang, mas é roubado no primeiro dia. O filme vira um road movie para adolescente com acontecimento bobos e cliches. No fim, chegam ao santuário. No fim, ficam juntos e tem um filho. E no fim a vida foi bem vivida e ele vai viver para sempre.
Daí, um companheiro de hospital de mesma idade morre. Ele recebe no testamento a missão de colocar a cinzar no Santuário del Sol, no Mexico. Ele vai nesta viagem com a irmã do amigo. Começam com um Mustang, mas é roubado no primeiro dia. O filme vira um road movie para adolescente com acontecimento bobos e cliches. No fim, chegam ao santuário. No fim, ficam juntos e tem um filho. E no fim a vida foi bem vivida e ele vai viver para sempre.
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